17/07/05

Meia Noite

E a Lua sobe lá fora.
Sei que, algures aqui perto, estás a olhar para ela e a pensar no que foi e não volta a ser. Sei que em um dado momento tudo aquilo que se acordou ser um momento voltou a ti como algo bem mais profundo, bem mais enraízado. Talvez seja o normal decurso das coisas. Talvez te tenha mesmo tratado de uma maneira diferente de todos os outros, mas apenas porque me limitei a ser eu mesmo. Talvez seja isso que te prende a essa memória... e é apenas isso que deves guardar. A Lua, as palavras, os sons e os sorrisos. E a esperança de um futuro feliz, mas diferente das recordações.
Porque nenhum dia é igual...
Hoje tal como ontem o vazio ainda não se encheu... às vezes gostaria de me abstrair dos gritos da minha alma, da ânsia que tenho em ser eu mesmo, em me atirar daquele penhasco em queda livre e mergulhar sem medos no mar que afinal tão bem conheço. Quando as forças para remar contra a maré faltam, apenas o doce abraço do teu afecto me pode dar forças, como um colete salva-vidas num mar turbulento de emoções. Mas cá ando. E andarei. E a única certeza que tenho neste temporal é que, no fim do dia, estarei aqui, no mesmo sítio, esperando firme. Ainda que as lágrimas possam correr na minha face.
Mas posso jurar que às vezes vejo um raio de Sol...

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