17/05/05

Sobre o chão

Deixei-te cair por entre as marcas da calçada
Por entre as pedras duras onde jazes inerte
Até que alguém tropece na tua carne pisada
E te tome nos braços, acreditando querer-te

Ficaste para trás e para lá não mais olhei
Pensei ouvir-te gemer, chamar meu nome
Como um último suspiro, assim o pensei
Que ainda algo dentro de ti sentisse a fome

Mas quando olho para ti no chão, eu vejo
Apenas sopra a brisa fria sobre o que é teu
Onde o cinzento do dia matou o desejo
E a luz da noite me dá o que a aurora não deu

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