27/02/06

Anseios

"Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!

Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quirneras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...

Não 'stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela,a soluçar..."

F.E.

2 Comentários:

Blogger Aleisa disse...

Li...

Reli...

E Adorei!!!

3:51 da tarde  
Blogger Tsubasa Ozora disse...

se calhar nao vai ver o meu comentario mas este poema é fabuloso. grande escolha! neste momento passo por 1 situaçao dificil a nivel amoroso em q de facto, o outro coraçao, pensa como este...

fique bem

11:04 da tarde  

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