20/08/08

O Silêncio

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.


E.A

1 Comentários:

Blogger Feel disse...

morde-me o silêncio
as palavras dão nós
que me amarram à ilusão
de um dia seres feliz

deixo-te descansar
no meu corpo frio
de tanto medo
nos meus braços caídos
já sem esperança

o teu sorriso
é o motor do meu coração

o teu abraço
a voz da minha alma

espero, que um dia, essa ferida
te abandone sem avisar


morde-me o silêncio
pelos gritos que calo dentro de mim

8:15 da tarde  

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