25/11/08

Esta forma de me agarrar aos pensamentos, recolhe-me a um canto. Como se estivesse de castigo.
Hoje, no conforto da confidência entre amigos, falámos do que nos dói.
Em comum, alguém tão grande, capaz de nos fazer ser.
Em comum, esse, que nos fez assim, já não estar por cá. E tanto mais em comum.
Como pode uma falta, tornar-nos tão iguais?
E tanto que ficou por lhe dizer ou fazer, ou que lhe foi dito a mais.

Acho que esta noite, todos dormem. Menos eu.

Já só peço sabedoria e serenidade, como se de pouco se tratasse. Já só quero um palco para me escutarem. Para que oiçam, que quando esta vida que temos terminar, se houver outra e mais mil, quero tudo de volta que me pertence.
Quero do meu palco gritar, que não troco um momento passado, uma memória conquistada ou uma promessa feita.
E se de mil vidas for feito, que fique bem claro, que não troco o universo, por um amigo que seja.

2 Comentários:

Blogger Feel disse...

Um dia sei que essa falta que sentes se vai tranformar em saudade! E aí perceberás que tudo o que escreves, dizes ou sentes é "ouvido" muito mais além...
Gostava de te dizer as palavras certas, gostava de acalmar essa angústia pela ausência de quem mais precioso, foi na tua vida!
Mas não me sinto à altura de "sarar" essa ou apaziguar a tua alma... tão linda!
Nem sempre o tempo é nosso amigo, pois não?
Lembra-te que existes em muitos corações e os tocas com tanta ternura que nunca, mas nunca te sentirás sózinho, prometo!
Grita ou fala baixinho...mas chama, que eu ouço!

12:17 da manhã  
Blogger @ disse...

Eu sei.
Contigo nunca segredei.
Sempre pensei em voz alta.

12:22 da tarde  

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