26/11/08

Estranho quando nos elevamos em pensamentos distantes, quando nos deparamos com imagens, memórias, cheiros e palavras de outrora.
Aconteceu-me hoje!
Enquanto guiava, entre um vermelho e um verde, tentando aquecer o ambiente do habitáculo, tal era o frio desta manhã, ocorreu-me o silêncio de um dia de neve e desejei, desejei tanto estar ali, naquele mesmo instante…
Acordar nessa cidade coberta por um manto branco, silenciada…
Apenas o som daquela paz que nos invade, que nos permite ouvir mais além.
Engraçado pensar que quando neva, nos tornamos todos mais iguais… a neve disfarça marcas de carros, jardins de orquídeas, ou simplesmente de gramão… tudo se assemelha…
Sentimo-nos purificados, conseguimos falar connosco, envolvemo-nos com o nosso EU!
Das melhores sensações que já vivi! Conseguir ouvir-me! Ouvir os meus passos, “crunch, crunch..”… e saber para onde vou e de onde venho…
Este fim-de-semana estarei lá e se nevar, alguém me dirá: “Está a nevar para ti”.
E eu direi…”São estrelas que caiem frias!”

1 Comentários:

Blogger @ disse...

E se não nevar, é o mais certo, pintamos nós a paisagem.
Tantos são os momentos que nos estão na memória, nesta cidade fria. Os dias de neve, o frio cortante, a ventania, aquilo que maioritariamente as pessoas chamam “mau tempo”. E o que nos faz lembrar e ter saudades desses momentos, não era o frio que nos gelava a cara e as mãos, ou a neve que pintava tudo. Era com quem vivíamos isso tudo.

12:28 da tarde  

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