09/06/05

Tábua rasa

Podia jurar que vi o Céu mudar de cor
Mas não era o Céu que eu via senão
Um reflexo dele nos teus puros olhos
Pintando as estrelas em tons de amêndoa.
Podia jurar que não veria este momento,
Estando à beira de uma falésia sem medo,
De saltar para a profundeza das águas
Que revolvem muitos metros abaixo.
Podia jurar que não dei por mim aqui
De novo rendido a uma voz maior,
Que nem mesmo o pai Tempo apaga,
Que nem mesmo o silêncio aquieta...
Podia jurar-te um sem fim de prosas
Ou poemas de aquém e além mar...
Se por honra sangraria de bom grado,
Fá-lo-ei sem cessar apenas por Amor...

H.

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