14/08/05

Para que saibas e sonhes...

Era o primeiro dia na faculdade e sentia-me noutro mundo. Do liceu as memórias estavam apagadas, já que tanta era a vontade de fugir. Deparei-me então com um grande prédio cinzento, de grandes janelas, onde jamais tinha entrado. No muro ao lado, duas caloiras sentadas, decerto tinham acabado de se conhecer. Também eu era caloira e, logo ao entrar a porta, fiquei de quatro. Estranho, na altura.
Mas não era sobre a praxe que queria falar, era sobre Ti. Creio que nos conhecemos no primeiro dia, e logo aí te achei um pouco estranho. Com o tempo, fui mantendo essa opinião, baseada em muitas das tuas atitudes. Talvez não entendesse porque atiravas beijos pelo ar e dizias que me amavas a mim, e a algumas outras colegas; muitas vezes falavas em espanhol. E eu ria simplesmente da tua figura. Espontaneidade? Brincadeira? Talvez.
Descobri depois seres capaz de uma boa conversa. Coerente, até. Coisa rara hoje em dia! Tens sempre um pouco de tempo para me elogiar, para me mostrares que ainda posso gostar de mim. Um dia deixaste-me uma frase que nos uniu no nosso maior sonho. Nunca esquecerei.
Percebi que por detrás daquelas atitudes que todos olhavam como actos de loucura estava uma pessoa fantástica e bastante madura.
Admiro, a cima de tudo, a tua coragem para lutares por um sonho contra todas as distâncias, contra um oceano, contra qualquer um que te chame louco. Não és louco, não. Sonhas e lutas. Só assim chegarás lá. Continua a ultrapassar qualquer barreira, mesmo no domínio do quase-impossível, por aquilo que queres. Valerá a pena.

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